Fantasias pop – o mundo colorido de Takashi Murakami
Com sua barba cavanhaque, cabelos amarrados em um enorme nó e usando óculos redondos, este homem de 50 anos mais se assemelha a um dos personagens de animação que inspiraram sua arte e que lhe conferem fama internacional – ou sua figura talvez lembre a caricatura de um sábio filósofo chinês vestindo calças de combate. As criações de Takashi Murakami são vendidas por milhares de dólares, como aquelas dos seus colegas com os quais é frequentemente comparado: Jeff Koons e Damien Hirst. O magnata da moda, François Pinault, confessou ter pago 1,5 milhão de dólares pelo "Tongari-kun", algo parecido com uma escultura de Buda, ao passo que a escultura com mangá "My Lonesome Cowboy" foi vendida por um valor dez vezes maior que este no leilão da Sotheby em 2008.
Murakami desafia o mundo e questiona sua própria arte.
Uma mostra das obras dos últimos 15 anos está sendo exibida na exposição "Murakami-Ego" em Doha, que vai até 24 de junho de 2012. Seus trabalhos demonstram claramente como Murakami evoluiu o seu estilo de marca registrada durante a cultura Otaku da década de 1990. Um mundo de "jovens japoneses obcecados por mangás com suas fantasias sexuais ainda pueris". Ele se refere a eles coletivamente pelo apelido de "superflat" – "porque a cultura japonesa tradicionalmente representa as coisas de forma plana, diferente de uma perspectiva profunda, típica do Ocidente".
Murakami conheceu Marc Jacobs, o designer de Vuitton, em 2003. O encontro o inspirou a criar, entre outras obras, o "Panda".
No hall de entrada da sala de exposições de Al-Riwaq do Museu de Arte Islâmica paira um enorme balão gigante que lembra Murakami. No interior, o artista pintou um muro de 100 metros e ergueu uma tenda de circo, uma espécie de cinema onde exibe seus filmes de animação.
Infantil, mas não para as crianças: “Tan Tan Bo Puking – ou Gero Tan”, tela em acrílico, 360 x 720 x 6,7 cm.
O cinema sempre foi sempre sua paixão: "Infantil, mas não para as crianças. Com o filme posso ter um controle total sobre as coisas, já que sou consciente de que minha influência sobre o mundo real é, diria eu, de apenas 60 %. Os outros 40 % são preenchidos pelas ideias e abordagens dos funcionários”, diz Murakami. "Eu sou o orientador e chefe e gosto do trabalho em equipe. Sou como um chef de restaurante que tem um ajudante para fazer toda a preparação do prato!"
Leia a história completa por Roland Hagenberg sobre Takashi Murakami na edição mais recente de THE MINI INTERNATIONAL.